O Que Eles Um Dia Não Tiveram Vergonha De Fazer. E Continuam...

29 abril, 2017

A Mala Chega A Chaves – Seguem-se Os Empréstimos.

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O Benfica não deixa por mãos alheias a prestação dos adversários do FC Porto neste final de época. Pelo contrário, gosta de meter bem a mão no assunto, em especial se os clubes já não têm grandes objetivos na tabela – foi o caso de Vitória de Setúbal e Feirense, cujos jogadores receberam uma bela vitamina de cor verde para pontuar no Dragão. E é esse o caso do plantel do Desportivo de Chaves, cujo plantel tem a promessa de largos milhares no caso de evitar a vitória azul e branca. Diz-se mesmo que o Benfica nunca fora tão generoso, ou não estivesse a estratégia a resultar em cheio.

Mas a maior novidade para este jogo da 31.ª jornada da Liga portuguesa é que não são só os jogadores a poder lucrar com um eventual resultado que sirva o Benfica, é também a própria SAD do Desportivo de Chaves, à qual um dirigente encarnado já prometeu prioridade na colocação dos excedentários na próxima época. A começar por dois atletas já emprestados aos transmontanos: Ponck, titular indiscutível, e o líbio Hamdou Elhouni. Há mais: o mesmo responsável lisboeta sugeriu ainda um negócio “acima do valor de mercado” entre os dois clubes no próximo defeso. Não será a primeira nem a última “aquisição estratégica” deste clube. Fiquem atentos ao mercado.

Tudo isto é punível pelo regulamento da Liga e estão em causa ambos os clubes. Leia-se o artigo 84 do Regulamento Disciplinar da Liga, na subsecção “Infrações disciplinares graves”, que tem como título “Incentivos ilícitos a clubes terceiros”: “O clube que, por si ou por interposta pessoa, oferecer, prometer ou entregar dinheiro ou qualquer outra vantagem patrimonial ou não patrimonial a um terceiro clube, sem que lhe seja devido, com vista à obtenção de um resultado positivo por parte deste num jogo oficial, assim como este terceiro clube, serão punidos com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 125 UC e o máximo de 250 UC”. Feitas as contas, os valores da punição oscilam entre os 12.750 e os 25.500 euros, mas a verba oferecida aos flavienses multiplica por mais de 20 estes números. Fica do lado da Liga e das autoridades investigar informações que circulam à boca cheia.

21 abril, 2017

Com Papas e Bolos.

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Para completar o provérbio do título só falta a expressão “se enganam os tolos”, mas para completar o puzzle, siga-nos no raciocínio e não se deixe enganar.
Á mesa de um restaurante de referência da capital lisboeta, sentaram-se ilustres comensais, Pedro Proença (presidente da Liga Portuguesa de Futebol), Antero Henrique (ex-CEO do FC Porto e ainda seu representante na Liga e Federação), Joaquim Oliveira (Dono da Olivedesportos), Rolando Oliveira (filho de Joaquim Oliveira e administrador da Controlinveste), Theodoro Fonseca (empresário de futebol e accionista maioritário da SAD do Portimonense) e António Gaspar Dias (presidente da SDUQ do Penafiel e ex- director executivo da Liga).

Apresentados os comensais, vamos às “papas” que o jornal Record quis “vender” apressadamente, assim que começaram a circular as imagens do jantar, defendendo com “fonte” da Liga que o repasto tinha como objectivo “renegociar contratos televisivos”


A “papa” poderia ser comestível, não fora o pormenor de designarem o presidente do Penafiel como dirigente da Liga, pois o mesmo renunciou ao cargo em Fevereiro de 2016, e se arranjassem uma explicação plausível para a presença de Theodoro Fonseca, que curiosamente ou talvez não, nem sequer surge como comensal.

Melhor “ingrediente” arranjou o CM que foi mais fundo e achou o condimento especial para apurar o “refogado”…


…mas no corpo da noticia, ainda juntou mais umas “especiarias” para o tornar mais gostoso ao paladar…


… que não foi do agrado de todos e levou a algumas “indigestões”, com o presidente do Penafiel a puxar do “livro de reclamações” e ameaçar o jornalista do CM com processo judicial (parece que está na moda).

Verdade ou mentira a constituição da SAD do Penafiel? Pela amostra parece que é “papa” que está a ser preparada na panela, como se comprova com estes dois documentos, o primeiro a convocatória feita pela mesa da assembleia geral do clube:


... a segunda pela noticia do jornal O Jogo:


Como surge aqui o interesse de Joaquim Oliveira? Para além de ser o clube da sua terra natal, convém referir que o administrador da Olivedesportos, foi o responsável pela “chegada” de um autarca local de Galegos à presidência de um clube de futebol, terreno virgem para Gaspar Dias, que ainda chegou a director executivo da Liga com a benção do “padrinho” Joaquim, regressando para a presidência do clube em 2016 com o designio da subida de divisão em 2017/2018.

Ora este foi de facto o tema dominante. Depois da subida do Portimonense, mais jornada menos jornada, a aposta da dupla de sucesso Antero/Theodoro, aponta para nova subida de divisão na próxima época, o Penafiel, tendo já encontrado o Master Chef para isso, Vítor Oliveira, que tentaria no clube da terra de Joaquim Oliveira a 11ª subida ao escalão principal do futebol.

Mas há pormenores para acertar, Theo não que “largar” o Portimonense, mas quer “agarrar” o Penafiel, mas não está na disposição de ceder sociedade a Joaquim Oliveira na SAD. A possibilidade passa por continuar o Penafiel com a SDUQ e estabelecer um protocolo com o Portimonense para “divisão da cozinha”.

Como surge aqui o interesse de Joaquim Oliveira, para além de ser o clube da sua terra natal, convém referir que o administrador da Olivedesportos, foi o responsável pela ascensão

Isto é que vai um cozinhado!

09 abril, 2017

Eliseu A Caminho Do Sporting.

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Eliseu já percebeu que não conta para o Benfica para a próxima época (“está mais do que gasto”, diz-se pela Luz) e, vai daí, ele e o seu empresário já têm o futuro quase tratado. E esse futuro deve passar pelo Sporting, para voltar a trabalhar com Jorge Jesus, com quem tem conversado. A ideia do treinador é simples: na próxima época, será mesmo forçado a pôr mais juventude em campo e um lateral como Eliseu (mesmo sem a velocidade de outros tempos) aportará ao plantel um capital de experiência que Jesus muito privilegia. Para além disso, as opções atuais para o lado esquerdo, Marvin Zeegelaar (que rejeitou o Norwich em janeiro) e Jefferson, são para descartar em 2017/18.

No meio de tudo isto poderia haver um problema, o facto de Eliseu ser representado por Carlos Gonçalves (ProEleven), mas o diferendo à volta da saída de Marco Silva já desceu de tom, porque Bruno de Carvalho também consegue ser realista quando é preciso. Carlos Gonçalves representa quatro jogadores da equipa principal do Sporting (Rui Patrício, Ricardo Esgaio, Francisco Geraldes e Jefferson) e outros três da equipa B (Ronaldo Tavares, Guilherme Ramos, e Rafael Barbosa).

Aliás, a situação de Jefferson até pode ajudar uma mão a lavar a outra. O lateral brasileiro é um problema nas mãos de Bruno de Carvalho – Jesus já nem o pode ver, o jogador já não pode ver o treinador – e arranjar-lhe colocação e trazer uns trocos para o Sporting pode ajudar o negócio Eliseu (quiçá com mais um ano de contrato do que o previsto). Aquele episódio de 2015 em Paços de Ferreira nunca passou de peaners, até porque jogador que não aguente enxovalhos não pode ser orientado por Jesus – nem a mãe do açoriano tirou a fotografia do treinador da parede do seu restaurante.

06 abril, 2017

Ederson e Júlio César Não Se Falam.

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Guarda-Redes de Costas Voltadas - A Verdadeira História dos Alegados Irmãos .

Aos 37 anos, os pesadelos de Júlio César já não são dominados por Müller, Klose, Kroos e demais alemães do Mineiraço, a histórica derrota por 7-1 do Brasil na meia-final do Mundial 2014. Agora, o protagonista das noites mal dormidas do guarda-redes do Benfica é mesmo o companheiro de equipa Ederson, que lhe roubou a titularidade, o lugar na seleção brasileira e o mediatismo. Ederson é agora a estrela e a fama subiu-lhe à cabeça – pelo menos, é isso que pensam Júlio César e muitos companheiros. Por isso, tem assumido nos últimos meses alguns tiques de vedetismo, que o veterano não perdoa.

A verdade é que Júlio César e Ederson não se falam socialmente e, no contexto do treino, reduzem a comunicação ao mínimo indispensável. É uma situação que Luís Esteves, o treinador de guarda-redes do Benfica, tem gerido com dificuldade, até porque Júlio César se queixa de um grande foco no trabalho do colega e de estar algo “abandonado”. O ex-Inter de Milão sabe que o futuro é de Ederson, mas sente-se em condições de ainda jogar ao mais alto nível e digeriu mal o facto de Rui Vitória ter travado de forma abrupta a rotação de início da época. Ainda na temporada passada, recorda, era número um indiscutível e elogiado – passar de cavalo para burro é sempre duro.

O treinador tem tentado subtilmente meter água na fervura – e daí a recente declaração de que a seleção do brasil ficaria bem servida com qualquer um dos guardiões, mas a história de serem “irmãos” é fogo de vista para a comunicação social. A alegada química não existe, bem pelo contrário, e Júlio César também não compreende o facto de ter renovado por dois anos em maio do ano passado, com a promessa de Luís Filipe Vieira e de Rui Vitória de que lutaria de igual para igual com o colega. As armas não são iguais, diz, e o vedetismo de Ederson não tem sido contrariado pela estrutura benfiquista, que não poupa a meios para promover o “menino bonito”, que deve sair no final da época. Mas, mesmo que isso se confirme, Júlio César não quer cumprir o ano de contrato que lhe resta: por ele já chega de Benfica.

05 abril, 2017

O Garganta Funda é Rui Gomes da Silva.

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A lei da selva – quem divulgou o briefing do Benfica.

Já lhe chamaram Rui Gomes da Selva e não é por acaso: na política, no desporto e na advocacia, o ex-vice-presidente do Benfica não perdoa. Não é por acaso que ainda há muito pouco tempo disse que o clube tinha de ser "implacável com os seus inimigos" - esqueceu-se apenas de dizer que isso também é aplicável ao campo pessoal, acima de tudo.

A vingança serve-se fria e foi isso que fez Rui Gomes da Silva, ao passar por via indireta ao diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, duas edições do famoso briefing entregue aos representantes do Benfica nos programas de debate desportivo nas televisões - afinal, sempre existia a coordenação que todos negavam existir. E o ex-vice vinga-se de quem, perguntarão os mais desatentos: de Luís Filipe Vieira, que o afastou da direção do Benfica nas últimas eleições, de Domingos Almeida Lima, que ocupou o seu lugar de número dois na direção do clube e a quem acusa de ter sido o grande responsável pela sua saída. E vinga-se ainda do diretor de comunicação Luís Bernardo, que Rui Gomes da Silva, um "João Gabrielista" dos quatro costados, responsabiliza pelo que julga ser um amolecimento da estratégia mediática do clube.

O ato pode parecer inverosímil, mas não é, é verdadeiro. Até porque, vejamos: o que perde Rui Gomes da Silva com a divulgação destes briefings? Nada, e consegue sem esforço o objetivo de criar dificuldades aos seus inimigos internos. Para além disso, nunca gostou muito do autor dos briefings, Carlos Janela, do conteúdo e da sua estrutura mal amanhada; em segundo lugar, a sua divulgação permitirá uma rédea mais livre para atacar os rivais do Benfica, à sua maneira. E, claro, nunca vão existir provas: Rui Gomes da Silva não vai deixar de jurar pela mãezinha, pelo Eusébio e pela Nossa Senhora de Fátima que nunca na vida revelaria documentos confidenciais do clube que tanto ama.

03 abril, 2017

Um Rozário Que Terminou Em Calvário.

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Vamos desfiar aqui o Rozário da época 2012/13, que terminou em tragédia para o Benfica, com Kelvin, Ivanovic e Ricardo Pereira nos papéis principais. Mas antes das três “finais” perdidas frente a FC Porto, Chelsea e Vitória de Guimarães, houve um jogo que poderia ter mudado toda a história. Ficou mesmo conhecido como o dia em que o Benfica foi campeão nacional 2012/13, após vencer no Estádio do Marítimo, por 2-1.

Até aqui não lhe contamos nenhuma novidade, mas quem se recorda do jogo (pode ver aqui o resumo) certamente achou estranho que Márcio Rozário tivesse cometido um penálti claríssimo, logo aos quatro minutos, numa entrada por trás sobre Lima (que converteria o castigo máximo), completamente desnecessária. Em bom rigor, desnecessária para os objetivos do Marítimo, que então lutava pelo acesso à Liga Europa, mas fulcral para uma equipa então a lutar em três frentes e que tinha absoluta necessidade de uma vitória num campo difícil para manter quatro pontos de avanço sobre o FC Porto.

E também era fulcral para Márcio Rozário cometer falta para penálti o quanto antes, porque caso contrário tinha alguém ao lado para lhe passar a perna, antes que o brasileiro passasse a perna a alguém do Benfica. Explicamos, porque isto até seria cómico se não fosse trágico para a verdade desportiva que tanto se apregoa para os lados da Luz. Num treino antes do jogo, Igor Rossi, companheiro do centro da defesa, confessou-lhe que o Benfica lhe pagava 25.000 euros para fazer um penálti. Pois Rozário tinha a mesma oferta e decidiu calar-se bem calado e recolher o prémio. Logo aos quatro minutos, por via das dúvidas.

O pobre Rossi, também brasileiro por sinal, ficou de mãos a abanar, mas ainda abanou as balizas por duas vezes: marcou na do Benfica e na própria, já na segunda parte. Terá sido para superar a proeza do colega de setor? Não, foi acidental e aqui já brincamos com a situação, até porque fez-se justiça divina duas jornadas depois, por via do pé esquerdo de Kelvin. Mas isso já são contas de outro Rozário.

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